Adolescente é assassinado dentro da Unidade de Internação de Gurupi/TO
25/01/2012
Notícia enviada por
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Na noite deste sábado, 21, o menor Leandro Barbosa, 17, acusado de envolvimento no assassinato do cabo da PM Ademário Rodrigues Lins foi executado enquanto estava cumprindo medida socioeducativa no Centro de Internações de Menores, em Gurupi. De acordo com informações preliminares, oito homens teriam invadido o local e efetuado quatro disparos contra o menor que faleceu na hora. A polícia trabalha para localizar os assassinos.
Menor foi morto dentro do Centro de Internação
O menor Leandro Barbosa, 17, acusado de envolvimento no assassinato do cabo da PM Ademário Rodrigues Lins, ocorrido no último dia 14, em Gurupi, foi assassinado enquanto estava internado a disposição da polícia no Centro de Internações de Menores. Segundo informações preliminares oito homens encapuzados invadiram o CEIP- Sul e efetuaram quatro disparos de arma de fogo que atingiram a região do tórax e do rosto do acusado que morreu no local.
Segundo o que major da Polícia Militar de Gurupi, Márcio Barbosa, informou ao Site Roberta Tum as causas do homicídio ainda não foram esclarecidas. “O menor envolvido teria envolvimento com tráfico de drogas e poderia estar sendo vítima de queima de arquivo”. Ainda segundo o major, nenhuma hipótese será descartada para a apuração do crime. Conforme informações, oito homens teriam invadido o Centro e efetuado vários disparos contra o interno.
Segundo informações divulgadas no Jornal do Tocantins, durante a invasão o grupo desligou as luzes do Centro e se dirigiram ao quarto onde estava o menor. Quatro agentes faziam a segurança do local e foram rendidos pelos criminosos. No momento dos disparos dois adolescentes dividiam o quarto com o menor, sendo que todos os tiros foram disparados na direção de Leandro.
Ainda segundo as informações, além de assassinar o menor o grupo furtou uma CPU que armazenava imagens do circuito interno de segurança. Os envolvidos no assassinado deixaram o local em motos e em um carro escuro. O Serviço Interno de Inteligência da PM foi acionado para localizar o grupo ainda na noite do crime, mas a polícia ainda não tem pistas dos acusados.
Entenda o caso
Leandro Alves é um dos acusados de assassinar o PM Ademário Rodrigues Lins, no último dia 14, em Gurupi durante a tentativa de assalto a caso do pai do policial. O menor acompanhado de mais dois acusados, Joelson Santos, 20, e Danilo Lopes, 20, entraram na casa do pai do PM anunciando um assalto. Lins reagiu e foi atingido por dois tiros na cabeça. Após ser encaminhado para Goiânia, o policial faleceu no último dia 18. (Com informações do Jornal do Tocantins)
MPE afirma que vai apurar rigorosamente responsabilidades pelo assassinato de menor: Sejudh se manifesta
informado anteriormente, invadiram o Centro de Internação Provisório da região sul e executaram o menor.
O promotor de Justiça Vinícius de Oliveira e Silva informou que o relatório encaminhado a Promotoria de Justiça será enviado também a Polícia Civil para ser anexado ao inquérito policial. “O MPE informou que vai acompanhar diretamente a investigação da morte do menor, Leandro Alves, que foi executado neste domingo, 22, e que o pedido de liberdade provisória dos outros dois acusados de envolvimento no homicídio do cabo Lins, foi negado pela Justiça. Em nota, a SEJUDH informou que a pedido do secretário, Djalma Leandro, o diretor de Internação e Acompanhamento de Medidas Socioeducativas e o superintendente Adjunto, foram até Gurupi para acompanhar o caso.
Redação
Em nota enviada a imprensa o Ministério Público Estadual disse que vai acompanhar diretamente a investigação da morte do menor, Leandro Alves, que foi executado neste domingo, 22. Segundo a nota, mais de 10 homens encapuzados e não oito como havia sido No momento não podemos fazer nenhum juízo de valor, mas vamos acompanhar toda a investigação”. O promotor informou ainda que o pedido de liberdade provisória dos outros dois acusados de envolvimento no homicídio do cabo Lins, foi negado pela Justiça e que o caso está sendo acompanhado diretamente pela promotoria.
O Ministério Público Estadual disse ainda que vai requerer junto a Secretaria de Cidadania e Justiça, responsável pelo CEIP- Sul e ao Comando Geral da Polícia Militar que faz a segurança do local, maiores informações sobre o ocorrido durante a invasão. O MPE afirmou que vai apurar rigorosamente as responsabilidades pelo assassinato.
Secretaria lamenta morte
A Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos enviou nota lamentando a morte do menor Leandro Alves. Segundo a SEJUDH cinco socioeducadores responsáveis pela segurança dos menores estavam de plantão no dia do crime e outros dois estavam acompanhando outros adolescentes em atendimento médico fora do Centro. A pedido do secretário, Djalma Leandro, o diretor de Internação e Acompanhamento de Medidas Socioeducativas e o superintendente Adjunto, foram até Gurupi para acompanhar o caso. Segundo a Secretaria toda assistência está sendo oferecida a família do menor.
Confira nota na integra
NOTA À IMPRENSA
A Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos lamenta profundamente a ação ocorrida no último domingo, 22, no Centro de Internação Provisória – CEIP de Gurupi, onde aproximadamente 10 homens encapuzados e portando armas, renderam os socioeducadores de plantão e com armas apontadas para as suas cabeças os obrigaram a irem até o alojamento onde se encontrava o adolescente L.A.B., ao chegar no local desferiram tiros contra o menor, que veio a óbito. Os homens saíram levando a CPU de monitoramento de imagens da unidade. No momento do ocorrido 05 socioeducadores estavam de plantão, sendo que 02 acompanhavam adolescentes da unidade que recebiam atendimento no Pronto Atendimento da cidade.
Ao chegar ao conhecimento do Secretário da pasta, o mesmo determinou que o diretor de Internação e Acompanhamento de Medidas Socioeducativas e o superintendente Adjunto, se deslocassem imediatamente ao município de Gurupi para acompanharem as providências pertinentes, junto ao Juizado da infância e da juventude, Ministério Público, Delegacia de Polícia e IML.
Toda assistência está sendo dada à família do menor.